NegóciosEmpreendedor

Mercado do café: esse não costuma falhar

Postado em: 14 de Março de 2018 às 12:33 Por Redação

O mercado do café mantém um ritmo de bons resultados e empreendedores se inspiram para criar novos negócios com o grão

Pode-se dizer que o café é um dos produtos mais amados pelos brasileiros. O grão acumula bons resultados no mercado interno e também no exterior. Tudo indica que, enquanto houver grãos para moer e pó para passar, o mercado do café será promissor. E continuará reinando absoluto nas mesas e como produto de exportação do país. Segundo uma pesquisa encomendada pela ABIC (Associação Brasileira da Indústria de Café), houve um aumento de 3,6% no consumo de café no território brasileiro entre 2016 e 2017. O mesmo estudo revela a expectativa de manutenção desse crescimento até 2021. Para o presidente da Associação, Nathan Herskowicz, não são só os números que demonstram a força do grão no território nacional.

“É claro que estamos satisfeitos com esse aumento no consumo. Mas, além disso, é importante notar que há um grande número de novas casas de café, cafeterias e franquias, o que prova o quanto o café é significativo para o brasileiro e o quanto tem espaço para desenvolvimento em nosso país. Vemos várias iniciativas novas e criativas que têm movimentado bastante o mercado, o que nos deixa muito satisfeitos”, avalia Herszkowicz. O diretor da ABIC comentou ainda que espera ver números recordes na safra de 2018 – com o país recuperando o posto de líder mundial na exportação – e que há um significativo e satisfatório aumento na oferta e demanda de cafés gourmet e de alta qualidade no Brasil. Ele comenta que o consumidor está mais exigente e informado do que nunca, o que favorece o surgimento de novas marcas, que investem na bebida de maior qualidade. Das 790 marcas certificadas pela ABIC hoje, cerca de 200 oferecem cafés gourmet do mais alto padrão.

 

Novos rumos do mercado do café

Considerado um item de consumo diário no cardápio do brasileiro, o café está presente em mais de 90% dos lares do país, segundo estimativa da ABIC. A paixão nacional pelo grão, como não poderia ser diferente, tem possibilitado o surgimento de diversas novas empreitadas que têm o café como carro-chefe. Reunimos as histórias de três empreendedores que resolveram apostar no forte sabor do café para faturar.

 

Textura inédita 

Em 2013, após descongelar uma receita de cappuccino que havia dado errado, a empresária Cristina Pascoli Tongo adicionou leite e uma dose de café forte e descobriu a possibilidade de um novo empreendimento. As experiências que vieram a seguir deram origem à Café Caramello, primeira marca a vender creme de café no Brasil. O produto é vendido em potes ou doses individuais que, quando misturados com leite, transformam-se em cappuccino. Cinco anos depois, Cristina já comercializa 14 sabores diferentes de café em creme e conta com uma rede de franqueados revendedores que atendem a mais de 500 cidades do Brasil.

“Empreendedores estão em busca de negócios autossustentáveis, com boas práticas de gestão, de responsabilidade social e ambiental para investir. O negócio de café é bom, pois temos uma cultura próspera de consumo no Brasil. No entanto, é preciso ser criativo e fazer mais com menos para criar um equilíbrio. Os consumidores estão sempre buscando novidades e, mais que produtos de qualidade, querem produtos versáteis e inovadores, com diversas formas de utilização”, comenta Cristina.

 

Café em duas rodas 

Inspirados em empreendimentos que conheceram no exterior, os sócios Vitor Sampaio e Jônatas Barros tiveram a ideia de criar um café sobre duas rodas. A ideia inicial com o Café da Bike era atender a eventos sociais e corporativos com uma bicicleta personalizada e equipada com instrumentos de cafeteria profissional, para moer os grãos na hora e servir bebidas de alta qualidade aos convidados. Com o modelo de negócios estruturado, a dupla pretende criar um ponto fixo para a

bicicleta e colocar em prática o sistema de franquias, para levar a marca ao maior número de cidades possível. “Observamos que o mercado brasileiro está ávido por novidades. Os novos consumidores de cafés especiais estão descobrindo todos os sabores e aromas da bebida de qualidade e querem levar isso aos seus convidados e clientes. Nosso negócio tem como um dos pilares a sustentação de um negócio ecologicamente responsável e que incentive a produção nacional. Acredito que, em 2018 e nos próximos anos, teremos crescimento e consolidação da marca, com franquias e pontos fixos”, conta Vitor.

 

Aposta nas franquias 

Além das inovações e dos diferentes modelos de negócios, o investimento em franquias também é uma opção interessante para os empreendedores interessados em trabalhar com o mercado do café. De acordo com um estudo da Associação Brasileira de Franchising, entre 2013 e 2016, foram inauguradas, em média, duas redes de cafeteria por ano. A rede carioca Café Hum, que já conta com 10 unidades no Rio de Janeiro e abrange também unidades da Boulangerie Carioca, está passando por um período de reformulação e aposta no crescimento. A construção de um parque industrial de 3.000 m², a inauguração de lojas em São Paulo e a ampliação do sistema de franquias estão no horizonte da marca, além do desenvolvimento de um blend próprio. “Entendemos que a experiência em nossos pontos de venda seja fundamental para gerar a lembrança da marca. Assim, o desenvolvimento de um blend próprio e a experiência de se experimentar um café especial de alta qualidade contribuem para esse desenvolvimento. Queremos ser reconhecidos pelo nosso café”, afirma Danielle Luz, uma das sócias do grupo.

O mercado do café não costuma falhar e, com este post, você poderá inspirar-se para empreender e explorar esse meio. Para capacitar-se e abrir o seu negócio, confira todo o conteúdo que a Academia Assaí disponibiliza para você aqui.

Post mais vistos

Vitrine do Fornecedor

Ambev
Perdigão
Perdigão
Ajinomoto
Arrifana
Cepera
Ekma
Ki Sabor
Qualy
Rosa Branca
Sadia
Sofiteli
Vigor